A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 20/04/2020

Com o advento da revolução industrial e inserção do capitalismo na sociedade, tornou-se essencial a maior quantidade de mão de obra para o trabalho, a partir disso, a mulher passou a ser uma opção das grandes indústrias. Contudo, desde então, os desafios enfrentados pelas mulheres brasileiras para obterem certos direitos no mercado de trabalhos estendem - se até os dias atuais.

É fato que esteriótipos implantados na sociedade influenciam na inserção da mulher brasileira do mercado de trabalho, tais como a ideia disparate de que elas são menos capazes, sendo o trabalho masculino mais valorizado e por isso há uma subvalorização do trabalho feminino. Pois, apesar de serem a maioria no PIA (População em Idade Ativa) com mais de 50% segundo o IBGE, continuam sendo minoria no PEA (População Economicamente Ativa) com pouco mais de 40%.

Segundo a professora Heleieth Saffioti, em seu livro “A mulher na sociedade de classes”, o capitalismo não veio como forma de emancipação da mulher para sua entrada no mercado de trabalho, mas sim como uma forma de serem mais exploradas que homens, sendo essa exploração diferente para os gêneros, pois o trabalho da mulher era menos valorizado, remunerado e considerado secundário na renda. Podendo ser observado atualmente, como exemplo, pela preferência das empresas em contratar homens ou na discrepância entre os salários femininos e masculinos.

Evidencia-se, destarte, que medidas devem ser tomadas para solucionar o impasse dessa problemática. Nesse sentido, cabe à sociedade, juntamente com empresas, buscar maneiras para compreender a importância da mulher no ambiente de trabalho, por meio de encontro de debates e palestras acerca do assunto ministradas por representantes feministas e algumas mulheres que possuem experiências de superação e de sucesso, a fim de sanar as possíveis dúvidas sobre o tema e garantir a melhoria da atuação dos direitos das mulheres brasileiras no mercado de trabalho.