A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 24/04/2020
Atualmente no Brasil, temos diversos casos de desigualdade social, e uma das mais evidentes refere-se à falta de valorização do gênero feminino no mercado de trabalho, isso não é relacionado à questão da economia, mas ao ponto de vista social e cultural. Nas últimas décadas do século XX, houve diversas mudanças referentes a inserção da mulher no mercado de trabalho, devido à necessidade de sua contribuição na renda da família. Isso ocorreu durante a Revolução Industrial, onde as indústrias aumentaram a mão-de-obra feminina, com o objetivo de baratear os salários e pela maior facilidade de disciplinar esse novo grupo de operárias. Essa inserção ocorreu de forma diferente da vivenciada pelos homens no momento inicial, ou seja, na participação do mercado de trabalho. Segundo o IBGE, desde 2010 a população feminina é maior que a população masculina. Estima-se que atualmente exista cerca de quatro milhões a mais de mulheres em relação à quantidade de homens no país. Com relação à ocupação do mercado de trabalho, a pesquisa apontou que as mulheres representam cerca de 43,8%, enquanto os homens, 56,2%. Apesar de ainda não ter conquistada uma igualdade, as mulheres têm alcançado maior participação social, e isso tem colaborado para a redução das taxas de fecundidade e natalidade no país.
Segundo pesquisas, algumas empresas preferem não contratar mulheres, pela possibilidade da licença maternidade, mudanças de humor e cólica, enquanto outras simplesmente pelos cargos que exigirem mais resistência e força. Outro dado é que mesmo possuindo mais escolaridade e ocupando um cargo igual a um homem, geralmente as mulheres ganham em média um salário menor.
Um ponto crítico a se destacar são as situações constrangedoras que as mulheres geralmente sofrem, tais como o assédio moral, que consiste em forçar o empregado a pedir demissão, xingamentos e agressões verbais, dentre outros, e o assédio sexual que consiste em ameaças diretas ou indiretas com o objetivo de ter relações sexuais, contar piadas com carácter obsceno ou sexual.
Com base nos dados apresentados, vemos que a mulher está cada vez mais conquistando seu espaço no mercado de trabalho, no entanto, ainda muito que precisa ser melhorado para se obter uma verdadeira igualdade, cabe também às empresas a responsabilidade de criar ações para impedir que esses fatos aconteçam em seus ambientes. A conscientização e a criação de um canal de denúncias para assédio são as ações que mais apresentam resultados, e ajudam a construir um bom clima de trabalho.