A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 02/05/2020
O machismo do capitalismo
A inserção do trabalho feminino no mercado remonta à consolidação da lógica capitalista no século XIX, época na qual houve mudanças relacionadas à mão de obra feminina. Desde então, as mulheres passaram a adquirir, com muito esforço, direitos no âmbito econômico. Porém, ainda é presente a desigualdade na divisão sexual do trabalho, que interfere na igualdade salarial e na disposição de cargos entre homens e mulheres.
Segundo Heleieth Saffioti, o capitalismo é um ambiente propício para a exploração feminina. Naturalmente presente, na forma de divisão de empregos predominantemente encontrada no Brasil, que tem uma base na ordem de gênero, ou em outros termos, como se existisse uma natureza masculina, voltada ao produtivo, e feminina, voltada ao reprodutivo e tendo uma esfera doméstica. Sendo o ofício masculino mais valorizado econômica e socialmente, denotando uma hierarquização no trabalho.
Nesse contexto, vale ressaltar a desigualdade salarial existente entre gêneros, até entre aqueles que exercem a mesma profissão. Ao passo que, a proporção de mulheres que completaram a graduação é 25% superior à dos homens, de acordo com o IBGE. Ademais, há a desproporção na disposição de cargos, em que 53% das empresas no país assumem não ter mulheres em cargos de liderança, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), evidenciando ainda mais o machismo intríseco no sistema capitalista.
De acordo com os argumentos supracitados, é mais do que necessário a criação de políticas que possam trazer um ambiente mais harmônico para as mulheres. Por isso, o Governo Federal pode atuar na fiscalização das empresas, garantindo que o direito à igualdade de gênero seja resguardado e aplicando multas severas àquelas que pratiquem a segregação dessa parcela da população. Desse modo, o país poderia superar a problemática e obter um melhor fluxo econômico.