A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/04/2020
No dia 26 de fevereiro de 1909, milhares mulheres se uniram em Nova York para protestar contra as condições de trabalho escravistas e desiguais, em relação aos sexos, naquele tempo de pós Revolução Industrial.Na contemporaneidade mulheres ainda sofrem abusos, apagamentos e opressão de diferentes modos com a falta de politicas equitativas e representativas.
Compreender a mulher no mercado de trabalho é considerar, inicialmente, os valores históricos que recaem sobre o tema. Apesar de essa questão ser mais falada atualmente, a verdade é que, desde os primórdios, a mulher sempre fora tratada como objeto e, consequentemente, tinha sua imagem voltada para o lar e para atividades domésticas. O patriarcalismo e o machismo são somente dois dos malefícios que exemplificam o mal que recai perante a sociedade brasileira e resulta em medidas que desvalorizam o gênero feminino.
A Carta Magna de 1988 fora promulgada de forma a tornar a república democrática. Contudo, sabe-se que injustiças sondam o país e atrapalham as minorias a desenvolver seus projetos. Isso ocorre, pois, investimentos tardios em setores de educação e ciência impossibilita a ascensão de mulheres em diversos setores, ainda mais, se for um setor dominado pelo gênero masculino. Parafraseando o ativista Martin Luther king, “a injustiça num lugar qualquer, é uma ameaça em outro”.Essa afirmação é certeira quando observa-se a atual situação do país.
Deste modo, é imperiosa a ação do poder legislativo adstrito ao poder executivo brasileiro para a abolição da desigualdade de gênero no Brasil. O poder legislativo deve conceber leis que garantam a oportunidade igualitária em todos os níveis e profissões, como a obrigatoriedade do mesmo salário em todas as funções e desconto fiscal para empresas que possuam majoritariamente mulheres em cargos de todos os níveis, principalmente os de alta hierarquia, visando a reparação histórica machista.