A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/04/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto os soldados estavam na Guerra, as mulheres conquistaram um relativo espaço no mercado de produção. Entretanto, vê-se que, nos dias atuais, as mulheres ainda têm muito o que lutar para alcançar alguns direitos. Não há como negar que, atualmente, a mulher brasileira enfrenta dificuldades no mercado de trabalho, visto que há uma certa diferença salarial entre os gêneros, e, por vezes, as mulheres precisam dividir o tempo entre atividade profissional e doméstica.
Primeiramente, é possível afirmar que a remuneração feminina, na maioria das vezes, é inferior a remuneração masculina. De acordo com uma pesquisa realizada pelo site de empregos Catho, as mulheres, no Brasil, ganham cerca de 53% a menos que os homens. Dessa forma, torna-se evidente a falta de reconhecimento delas no ambiente profissional.
Além disso, é importante ressaltar que muitas mulheres não só trabalham fora de casa com empregos formais, como também realizam afazeres domésticos, o que pode prejudicar sua ascensão no mercado de trabalho devido ao tempo gasto no cuidado do lar. Tal fato é apenas fruto da ideia enraizada de que o homem é encarregado de sustentar a família, enquanto a mulher, dependente dele, deve cuidar da casa e dos filhos.
Destarte, depreende-se que é necessário que haja mudanças no país no que tange aos direitos das mulheres no mercado trabalhista. Logo, é necessário que o Poder Legislativo garanta igualdade salarial entre gêneros, aprovando um projeto de lei que determine os salários com base em escolaridade com o fito de evitar o desmerecimento feminino no trabalho. Ademais, é indispensável que os meios de comunicação desconstruam ideias machistas, propagando mensagens que transmitam a ideia de que o homem deve ajudar a mulher no ambiente domestico a fim de manter a harmonização entre as relações de gênero.