A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 23/04/2020

Na segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, a absorção do trabalho feminino pelas indústrias, como mão-de-obra barata, inseriu definitivamente a mulher na dinâmica produtiva. Ela passou a ser obrigada a cumprir jornadas de até 17 horas de trabalho em condições insalubres e submetidas a espancamentos e humilhações, além de receber salários até 60% menores que os dos homens, mesmo com o passar do tempo a desigualdade de renda é ainda um problema na vida das mulheres e um dos motivos da luta feminista em busca de direitos iguais.

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações selecionadas na pesquisa. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país.

Mas o mercado de trabalho não é o único desafio: ainda existe a questão da dupla jornada. Um levantamento recente da Oxfam mostra que ter um emprego e ser a maior, ou às vezes, a única responsável pelos afazeres domésticos e cuidados com a família, ainda é a realidade da maioria das mulheres no mundo. E muitas mulheres pelo simples fato de estarem gravidas perdem diversas oportunidades, ou até mesmo perdem o emprego.Com uma maior parceria dentro do ambiente familiar, mais mulheres conseguiriam se dedicar à conquista dos cargos que sonham.

Em conclusão, as diferenças entre mulheres e homens no mercado de trabalho se materializam em diversos níveis. Começam pelas possibilidades e formas de entrada nesse mercado, passam pelas ocupações exercidas e culminam nos rendimentos médios.Com exigências ao governo a criação de uma lei, exigiria que as empresas relatassem os dados de pagamentos para o governo, “forçando” a um pagamento igual, e a simples ação de todos, entrando na luta, e protestando; criar seus próprios negócios, qualquer tipo de ajuda, pode acabar se tornando um empurrãozinho, e ajudaria muito na luta dos direitos iguais.