A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 26/04/2020
A mulher passou a ser incluída no mercado de trabalho há muito tempo, porém, desde então, ela não é valorizada da forma que deveria ser, tendo uma desigualdade entre homens e mulheres, tanto salarial quanto empresarial. Isso se dá ao fato de que a mulher é vista como “menos apta” ao mercado de trabalho do que os homens, uma visão aderida por várias pessoas. Além disso, muitas pessoas enxergam as mulheres mais ligadas ao trabalho doméstico, tendo mais tempo de dedicação à este assunto do que os homens. Isso faz com que empresas optem mais por funcionários do gênero masculino. Vale ressaltar também, que, no quesito educacional, por mais que mulheres se sobrepõem aos homens no que diz a respeito de frequência dos estudos, pesquisas mostram que homens se saem melhor em áreas como exatas e ciências biológicas. Isso se dá ao fato do maior incentivo tanto de professores quanto de pais ao gênero masculino, o que contribui para que empresas selecionem funcionários homens, já que a grande maioria delas têm uma maior necessidade de conhecimentos referentes à esta área de estudo. Segundo dados do IBGE divulgados em 08/03/2019, a mulher ganha, em média, R$2.050, o que corresponde a 79,5% do salário dos homens, sendo ele R$2.579. Porém, a participação da mulher no mercado de trabalho vem aumentando nos últimos anos, como mostra o IBGE, em 1950, apenas 13,6% das mulheres estavam incluídas no mercado de trabalho, o que quase triplicou em 2010, chegando a 49,9%. Com isso, compreendemos que a mulher é sim desvalorizada no mercado de trabalho, tendo presente a desigualdade de gênero, contudo, isto vem diminuindo nos últimos anos, com a maior participação da mesma, além do aumento nos salários. Para que isto diminua, é necessário a inclusão de pessoas do gênero feminino em empresas, tal como em grandes cargos empresariais, criando leis e mudando a visão de donos de grandes empresas para que a mulher esteja presente no mercado de trabalho, já que vários benefícios podem ser adquiridos, como a contribuição econômica, já que as mulheres podem gerar R$ 131 bilhões às receitas tributárias, como diz o estudo “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo – Tendências para Mulheres 2017”, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).