A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 26/04/2020
Nas primeiras décadas do século XX as mulheres constituíam grande parte do proletariado, uma vez que o trabalho feminino era considerado “mão de obra barata”. Naquela época, as mulheres que trabalhavam tinham salários inferiores, carga horária maior e ainda realizavam os afazeres domésticos. Hoje, no século XXI, encontra-se uma realidade semelhante à exposta. Mesmo com leis que garantem a igualdade de gênero no país, sabe-se que o preconceito contra mulheres trabalhadoras ainda existe.
A Constituição Federal de 1988 proíbe a diferença salarial por motivos de sexo, idade, cor e estado civil. Mas é racional dizer que o Artigo 7 não está sendo efetivo, já que de acordo com a pesquisa “Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das Mulheres no Brasil”, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres recebem, em média, 76% do rendimento pago aos homens de mesma função. E é inadmissível que após tantas lutas e conquistas, as mulheres terem que lutar por espaço no mercado de trabalho.
Faz-se mister, ressaltar que as desigualdades enfrentadas pelo sexo feminino são herança de uma sociedade machista, na qual a mulher cuidava do lar e dos filhos enquanto o homem trabalhava. No plano atual, uma pesquisa feita pelo IBGE diz que 91% das mulheres trabalhadoras ainda realizam os trabalhos domésticos, quanto ao sexo masculino, 76,4% dos homens trabalhadores exercem dupla jornada. Dessa forma, compreende-se que o legado de uma sociedade patriarcal ainda é preservado no Brasil.
Infere-se que há desafios a serem superados no mercado de trabalho brasileiro. Portanto, cabe ao Governo Federal garantir a prática do Artigo 7, a fim de exterminar a desigualdade salarial. E, em parceria com o Ministério do Trabalho, o Governo realizará pesquisas mensais com a finalidade de verificar o cumprimento da lei. Além disso, a mídia brasileira usará sua influência com o propósito de finalizar o legado patriarcal no país, o que desenvolverá uma sociedade mais justa e respeitosa. Com tais medidas, será possível a resolução da problemática de maneira democrática.