A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 26/04/2020
Contemporaneamente, a legislação brasileira garante a igualdade salarial entre homens e mulheres na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde 1943. Entretanto, a lei não está sendo respeitada, visto que mulheres recebem de acordo com o IBGE 20,5% a menos que o homem. Essa problemática se deve a histórica diferença de capital humano entre homens e mulheres e a maternidade.Logo, remediar tal problemática é imprescindível.
Historicamente, os homens apresentaram maior tempo de estudo do que mulheres,gerando uma histórica diferença de capital humano,que fez com que eles ganhassem mais durante tantos anos.Prova disso é a biografia Minha Vida de Menina, de Helena Morley, publicado em 1942,onde retrata que as mulheres não podiam estudar e sim aprender a como cuidar de casa. Essa diferença histórica gera o mesmo preconceito de 1942,que o lugar da mulher é em casa, o que se torna inadmissível nos tempos modernos.
Além disso, a maternidade também interfere, pois após mulheres terem filhos a responsabilidade aumenta, fazendo com que elas ocupem cargos com características flexíveis para poder cuidar dos filhos.Prova disso foi a pesquisa de Stanford, que oferecia dois currículos idênticos de candidatas a um posto de consultoria de gestão, porém a mulher com filhos tinha chance de contratação 79% menor e ofertas salariais US$ 11 mil mais baixas.
Fica evidente, portanto, que a diferença salarial entre homens e mulheres deve ser combatida. Cabe ao governo providenciar um monitoramento da lei que garante igualdade salarial para a mulher mais rígido e eficaz, o governo também deve penalizar com multa a empresa que não cumprir essa lei, além disso, ele deve proporcionar propagandas negando o fato de que mulheres com filhos não são capazes de trabalhar, dessa forma, mulheres terão salários iguais aos dos homens e não serão afetadas pela maternidade.