A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 19/07/2020

A obra “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë, é um romance de formação que apresenta uma forte crítica a desigualdade de gênero, a qual afirma que as mulheres são perfeitamente capazes de trabalhar e garantir sua sobrevivência e dependência. De maneira externa à ficção, no Brasil, as trabalhadoras ainda são desvalorizadas e sofrem diversos preconceitos no mercado de trabalho. É notório que, apesar de a legislação trabalhista e constitucional garantir a equidade entre homens e mulheres, a disparidade salarial e outras formas de discriminação ainda são uma realidade. Logo, é necessário que se promova a igualdade entre os gêneros no mercado de trabalho.

Em primeiro plano, o preconceito por parte dos empregadores, aliado ao sistema capitalista, colabora com a problemática da disparidade salarial. Sob essa perspectiva, o pensamento Marxista, ao criar o termo mais-valia, afirma que o lucro é a diferença entre o trabalho prestado pelo empregado e a sua desvalorização. Nesse sentido, ao atribuir a mulheres e homens a mesma função, o que difere os salários finais é o preconceito sob o de menor salário. Diante disso, o retrocesso cultural e econômico é uma consequência nefasta dessa idiossincrasia, visto que a mulher contribui fortemente com o desenvolvimento dessas duas esferas.

Outrossim, além da disparidade salarial, as brasileiras sofrem com diversas outras formas de discriminação no mercado de trabalho. Devido à herança de uma sociedade machista e patriarcal, é comum ver mulheres sendo impostas à dupla jornada de trabalho, seja por negligência ou ausência das figuras masculinas. Segundo o levantamento da empresa Catho, devido a esse comportamento, a ideia de que as trabalhadoras não conseguem ter dedicação ao trabalho é reproduzida. Nesse sentido, essa se torna uma das justificativas da sociedade ao relatar sobre a disparidade de ocupação de cargos altos nas empresas brasileiras. Dessa maneira, a mulher no mercado de trabalho é preterida.

Urge, portanto, a necessidade de cumprir a constituição e as leis trabalhistas, as quais requerem igualdade. Logo, é urgente que o Ministério da Educação e Cultura, órgão de maior importância na formação de novos profissionais, incentive o debate sobre a importância da mulher no mercado de trabalho. Isso deve ocorrer por meio da adição desse tema nas ementas das disciplinas de História, Geografia, Sociologia e Filosofia nas escolas para que todos possam debater e compreender tal assunto. Dessa maneira, a sociedade integrada e igualitária poderá ser uma realidade.