A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 04/05/2020

As mulheres tiveram sua entrada definitiva no mundo profissional no início do século passado, durante a primeira guerra mundial, extremamente mais tardiamente do que a entrada dos homens. A sociedade patriarcal que adiou essa chegada feminina ao ambiente do trabalho também causa coisas como a desigualdade salarial e a frequente ocorrência de assédios contra a mulher nesse ambiente, fazendo com que elas tenham dificuldades na sua permanência nesse universo dos negócios.

Episódios de assédio no trabalho são muito mais ocorrentes quando se trata de mulheres, do que de homens. Isso se torna evidente na pesquisa da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, na qual 65% das mulheres entrevistadas haviam sofrido assédio moral no local de trabalho, contra 35% dos homens. A despeito disso ser cotidiano na vida feminina, ainda não há legislação específica para tal ato, fazendo com que se torne algo além de comum, impune.

Ademais, mesmo que a lei 1.723 de 1952 estabeleça a equiparação salarial entre indivíduos que ocupam o mesmo cargo, e têm o mesmo tipo de trabalho, isso ainda não ocorre. Apesar de que a queda dessa desigualdade tenha sido contínua -por 7 anos-, entre 2018 e 2019 ela voltou a crescer, onde obteve alta de 9,2% de acordo com a revista Exame. Tal desigualdade, desencoraja a existência das trabalhadoras nesse círculo.

Assim, vendo que as mulheres ainda enfrentam adversidades em suas carreiras, é extremamente necessário que se crie legislações para diminuir tais problemas. Logo, é de responsabilidade do Poder Legislativo, por meio de seus vereadores, e deputados estaduais e federais, que desenvolvam uma legislação contra o assédio moral no ambiente profissional, para que assim, as mulheres e todos os trabalhadores tenham mais segurança em seus empregos. Além disso, é preciso que a lei 1.723/52 seja mais divulgada e seja fiscalizada dentro das empresas, promovendo então, a tal desejada igualdade salarial.