A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 09/05/2020
O artigo 5 da Constituição Federal do Brasil, afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que não há igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho brasileiro. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do preconceito com relação a figura feminina no âmbito trabalhista, como também do comprometimento com serviços domésticos enfrentado por grande parte delas. Desse modo, é urgente a reversibilidade desse quadro em questão.
Em primeira análise, vale destacar à incapacidade da sociedade em perceber o papel fundamental da mulher no local de trabalho brasileiro. Durante a Segunda Guerra Mundial, a atuação das mulheres foi de fulcral importância para os resultados, elas desempenharam diversos papéis desde tarefas sublimes aos campos de guerra, atuando como verdadeiros soldados. Porém, por mais que marcos históricos como esse, deixe evidente que elas possuem as mesmas capacidades que os homens, as suas habilidades são ofuscadas pela sociedade patriarcal brasileira, uma vez que são submetidas a regras de cunho machista impostas pela sociedade. O que promove em uma imensa parcela de cidadãs desempregadas, acometendo seus filhos e dependentes de sua renda a passarem por situações precárias. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Em segunda análise, é imperativo ressaltar a responsabilidade carregada pelas mulheres em cuidar dos filhos. Segundo a Pesquisa dos Profissionais da Catho de 2018, cerca de 30% das mulheres disseram que já deixaram o mercado de trabalho para cuidar dos filhos. Partindo desse pressuposto, é nocivo não atenuar essa questão, a qual acarreta em uma série de prejuízos para toda a família, principalmente para os filhos que não podem desfrutar de recursos financeiros básicos para uma boa qualidade de vida, ja que suas mães estão desempregadas. Além disso torna-se evidente não só as dificuldades sofridas por elas mas também a postura inaceitável do Estado sobre o assunto contribuindo-se assim para perpetuação desse quadro deletério.
Torna-se imprescindível, portanto, a tomada de atitudes exequíveis. Para isso, Cabe ao Estado agir com o Ministério da Educação para promover diligências informativas, por meio de propagandas com ideias de cidadania em escolas, tv aberta e redes sociais como Instagram e Facebook. Com o intuito de concientizar a sociedade, extinguir o patriarquismo e o preconceito com relação a mulher no setor trabalhista. Além disso, as ONGs devem abrigar as crianças em creches gratuitas, enquanto as mães estão no trabalho, com o fito de diminuir o número do abandono de emprego por parte delas. Dessa forma, atendenderá as normas previstas no artigo 5 da constituição federal brasileira.