A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 05/05/2020

A mulher no mercado de trabalho é um assunto ligado ao modo de como a sociedade se estrutura século após século. Afinal, durante muito tempo suas funções se limitavam em tarefas domésticas tal como, cuidar da casa, do marido e dos filhos. Dessa maneira, fazem-se necessárias mudanças corretivas.

Convém lembrar e afirmar que a inclusão feminina veio junto a Revolução Industrial, a partir da segunda metade do século XVIII, uma vez que as necessidades de mão-de-obra aumentavam e as mulheres, naquela época, recebiam um valor inferior a mão-de-obra masculina pelo mesmo trabalho. A partir desse período histórico o processo foi lento e gradual e a luta persiste até os dias atuais. Infelizmente, apesar de todo o avanço, confirmado pelo Ministério do Trabalho no Brasil, o dado, 44% em 2016, não condiz com o percentual de mulheres da população.

De acordo com a situação descrita acima, os dados ajudam bastante a não só entender mas, deixar ainda mais real o crescimento da mulher no trabalho. Por essa razão, segundo dados do censo demográfico do IBGE, em 1950, apenas 13,6% das mulheres eram ativas no trabalho, enquanto o percentual dos homens alcançava aproximadamente 80,8%. Felizmente, ao longo dos anos pode-se perceber perceber progresso na igualdade de gênero no mercado de trabalho, já que o em 2010 o índice de mulheres mais que triplicou e dos homens decresceu em 67%. Ainda assim, permanece uma enorme diferença, por tal motivo o cenário vivido desde séculos atrás deve-se melhorar.

Portanto, é inadiável que o Governo realize debates e a desconstrução dos papéis sociais de gêneros a fim de tornar a sociedade mais igualitária e consequentemente diminuir o abismo existente que separa homens e mulheres no mercado de trabalho. Complementarmente é de grande importância que o Poder Legislativo elabore leis com o intuito de exigir um salário igualitário entre os dois gêneros e ainda cabe ao Poder Executivo executar de maneira correta tais leis.