A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 11/05/2020

“O trabalho dignifica o homem”, dizia Benjamin Franklin. A economia é que move o mundo nos dias de hoje e no Brasil não é diferente. O indivíduo vende sua força trabalho em virtude de uma determinada quantia de dinheiro, o salário. Vale destacar que, muitas vezes isso não ocorre de forma justa. A desigualdade de gênero está fortemente presente na sociedade Brasileira, principalmente no que diz respeito as mulheres no mercado de trabalho. Prova disso é a diferença de salários ou até mesmo o pensamento machista de que os homens são mais capacitados que as mulheres para trabalhar.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, a diferença de salário entre homens e mulheres lamentavelmente é comum nos dias de hoje. Na antiguidade, cabia a mulher somente o dever de cuidar da casa, dos filhos e do marido. Não podia exercer função alguma na economia. Apesar de, a mulher ter sido inserida no mercado de trabalho a partir da Revolução Industrial no séc XIX, o homem continuou a ser super valorizado. Algumas empresas, ao invés de estabelecer o salário de seus funcionários por meritocracia, se baseiam na construção social do gênero, que é algo totalmente superficial. Assim, mesmo as mulheres mostrando ótimos resultados no serviço, continuam ganhando menos apenas por serem mulheres.

Em segundo plano, é fulcral que se desconstrua a ideia de que o homem é mais capacitado para trabalhar do que a mulher. Segundo pesquisas feitas pelo IBGE, o número de mulheres com ensino superior completo somam 23,5%, enquanto os homens  20,7%. Mesmo com dados como esse revelando que a sociedade mudou, e que o sexo feminino vem dominando o mercado de trabalho, o pensamento machista ainda perdura. Muitas pessoas ainda permitem aceitar que lugar de mulher é em casa e á sombra do homem. Com isso, a sociedade finca uma ancora no passado, se distanciando do desenvolvimento e da justiça.

Conclui se que, é inaceitável que as mulheres ainda enfrentem problemas como esses no mercado de trabalho. Afim de resolver o problema, o Ministério da Educação e o Ministério da Economia, por meio das escolas e das empresas respectivamente, deve desenvolver palestras anuais abordando o assunto de gênero, mostrando que sexo não define quem a pessoa é, muito menos no mercado de trabalho. Paralelo a isso, o Ministério da Cultura, por meio dos diversos meios de comunicação como internet e televisão, deve desenvolver propagandas que mostrem o quanto o pensamento machista atrapalha a vida das mulheres no mercado de trabalho, revelando dados como o da pesquisa do IBGE por exemplo. Dessa forma, a sociedade caminhará para ser mais justa e igualitária a todos.