A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 10/05/2020

Nos tempos atuais se tornou mais usual ver a mulher no mercado de trabalho, no entanto, mesmo com o aumento na taxa de admissão feminina, ela continua inferior a dos homens. Apesar da implementação de diversas leis que tenham como o objetivo abolir o preconceito e o machismo implementado na sociedade, ainda demorará anos para as pessoas levarem a sério, pois a discriminação contra a mulher sempre esteve presente, e foram necessários movimentos como a “Revolução industrial” para esse cenário mudar. A mulher sempre foi vítima da discriminação, apesar de haverem mais no mercado de trabalho nos dias atuais, não significa que os seus problemas acabaram.

Durante o período industrial, a mão de obra era a chave de tudo, pois a tecnologia daquela época não era capaz de suprir a grande demanda necessária para abastecer o comércio que se estava monopolizando na época, no entanto, essas vagas de trabalho eram majoritariamente compostas por homens. A mulher além de ocupar menos de 1/3 das vagas de trabalho na época, recebiam menos que eles pelo simples fato de serem mulheres, o machismo daquela época era avassalador, apesar do período ter ocorrido a partir da segunda metade do século 18 algumas empresas ainda persistem com o pensamento de inferiorizar a trabalhadora nos tempos atuais.

A taxa de admissão em vagas de emprego para mulheres teve uma crescente de 44% em 2016 de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta taxa demonstra que mesmo com a implementação de leis e movimentos que favoreçam a mulher no mercado de trabalho ela continua inferior. Muitas trabalhadoras no Brasil são sucumbidas a trabalharem em áreas de extrema precariedade, o salário delas costuma ser 20,5% menor do que o do homem de acordo com o IBGE, independente da profissão que exerçam.

Além desses problemas, maioria das mulheres já relataram sobre assédios que receberam de seus colegas em sua área de trabalho, de acordo com uma pesquisa da OIT (Organização Internacional do Trabalho) cerca de 52%já foram vítimas deste tipo de descriminação. A descriminação contra a mulher na área de trabalho se demonstra cada vez mais usual e considerada normal, independente do que façam são vítimas do preconceito, apesar de medidas serem tomadas, se mostram ineficientes.

Pode-se perceber que mesmo após tantos anos, o machismo e o preconceito se demonstram predominantes na sociedade atual, mesmo com diversos movimentos e leis criadas com o intuito de abrir espaço para a mulher no mercado de trabalho. A luta por direitos iguais está longe de acabar, graças a movimentos que incentivem a abolição do estereótipo podemos perceber as dificuldades estão além dos nossos olhos, a forma de se combater a desigualdade é a partir da voz e da luta.