A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 10/05/2020
A constituição brasileira determina que exista isonomia entre todos os cidadãos. Contudo, não é que pode ser observado quando trata-se das mulheres no mercado de trabalho. Mesmo, com toda luta contra a sociedade patriarcal, ainda existe desigualdades gritantes no meio empregatício. Isso, precisa ser entendido e combatido.
Nesse contexto, alguns dados são um importante demonstrativo dessa assimetria. Conforme, pode ser visto na pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na qual, constatou-se que as mulheres trabalham em média 3 horas a mais que os homens e recebem metade da remuneração. Esse, é um dos vários exemplos da persistência da estrutura machista no mercado de trabalho brasileiro.
Entretanto, existe um grupo inserido nas mulheres, que sofre ainda mais com as desigualdades. Esse, é o grupo das mulheres pretas. Como, pôde ser visto em uma pesquisa patrocinada pelo jornal Folha de São Paulo, no qual averiguou-se que 0,4% das mulheres com emprego de gerência no Brasil são negras. No entanto, ainda de acordo com a mesma pesquisa, elas representam 65% das trabalhadoras domésticas no país. Logo, fica evidente que se as a população feminina branca ainda está no começo de sua inserção no mercado, as pretas nem começaram a ser inseridas.
Conclui-se, com tudo que foi exposto, que ainda faz-se necessário um debate e um trabalho de conscientização da inserção da mulher no mercado de trabalho brasileiro. Embora, essa discussão envolva a sociedade civil além do Estado, este pode ter ações que garantam a isonomia que prega a constituição. Como exemplo de ação, pode-se citar: programas de incentivo fiscal para empresas que tenham equidade entre homens e mulheres no quantitativo de trabalhadores, além de camapnhas publicitárias que incentivem a contratação de mulheres negras, entre outras. A luta pela igualdade é constante e não pode parar nunca, pois quando alcançar-se a isonomia, deve-se lutar para mantê-la.