A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/05/2020

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo quinto, garante a todos os cidadãos o direito à igualdade de gênero. As mulheres brasileiras, todavia, encontram obstáculos na sua inserção no mercado de trabalho, tornando visível que esse direito não é usufruído por toda a população do país. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que se desenvolva uma sociedade justa no Brasil.

Para uma nação, é importante que haja trabalho, pois é desse modo que a economia se moverá. Contudo, o Brasil não parece valorizá-lo, levando em consideração uma pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho, a qual mostra que apenas 3,2% de mulheres ingressaram no mercado formal em um período de sete anos. Diante isso, não se pode permitir que somente uma minúscula parcela da população tenha seus empregos assegurados, tendo em vista que é uma necessidade para ter boas condições de vida.

A priori, é bom destacar que o machismo está enraizado na sociedade há séculos, o que faz com que parte das pessoas ainda tenham atitudes machistas. De acordo com o filósofo Sócrates, a mulher tem pleno direito aos meios sociais e políticos, mostrando a importância da criação de políticas públicas que o garanta a elas, seja com o fim da desigualdade salarial entre homens e mulheres, seja com o aumento de oportunidades de trabalho para elas.

Em virtude dos fatos mencionados, o Poder Público deve fomentar a igualdade de gênero no ambiente de trabalho, criando políticas que destinem alguma porcentagem das vagas nas empresas somente para mulheres e que o salário seja igual para todos. Também, faz-se necessário que as empresas que descumpram tal política sejam punidas com multas ou fechamento. Dessa maneira, o Brasil não mais será um país desigual e se tornará um exemplo para outras nações.