A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 13/05/2020

Getúlio Vargas criou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que significou muitas conquistas para a sociedade brasileira, e uma delas seria a garantia da isonomia salarial a todo cidadão, independentemente do sexo, nacionalidade ou idade. Entretanto, hodiernamente, tal lei não é aplicada efetivamente, o que corrobora em um dos maiores desafios enfrentado pelas mulheres no mercado de trabalho, a disparidade salarial entre gêneros.

Primeiramente, a mulher brasileira no mercado de trabalho já encontra diversos avanços. O mais significativo ocorreu durante a Revolução Industrial, em que devido a grande necessidade de mão de obra houve a inserção da mulher no mundo laboral. Outrossim, dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostram que já houve atualmente uma redução da disparidade salarial. Contudo, mesmo com tantos avanços, os desafios ainda se mostram superiores - disparidade salarial e formas de discriminação.

Ademais, é inquestionável a permanência da diferença salarial no mercado de trabalho brasileiro. Isso fica notório quando observa-se dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em que as mulheres ganham aproximadamente vinte porcento a menos que os homens. Desta maneira, tal parte do mercado laboral é desmotivada a continuar a desenvolver suas atividades profissionais, por sentirem-se inferiores ao seus colegas de trabalho. E assim, corrobora no aumento de doenças- como a depressão-, e na preservação de uma sociedade machista.

Portando, é mister que tais leis trabalhistas tenham sejam devidamente aplicadas, para assim, a disparidade salarial seja solucionada. Sendo assim, urge que o Ministério Público do Trabalho, juntamente com o Ministério da Tecnologia, garantam a efetivação das leis trabalhistas, por meio de um mapeamento de empresas que descumprem a lei - através de um aplicativo, em que mulheres poderiam relatar disparidades salariais ou formas de indiscriminação. A fim de aplicar devidas multas a tais empresas e garantir a isonomia entre salário de homens e mulheres. Somente assim, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), não ficaria apenas no papel.