A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 20/08/2020
Em épocas passadas, o papel feminino na sociedade era apenas visto para procriar e cuidar dos afazeres domésticos, enquanto seu marido passava o dia todo trabalhando para trazer o bem-estar da família. Ao passar dos anos, a mulher foi conquistando diversos direitos, e um deles foi o de ir e vir. Com isso, o mercado de trabalho para o público feminino foi ganhando espaço e ampliando até chegar na hodiernidade.
Primordialmente, faz-se necessário salientar o machismo estrutural, resultante do patriarcado, fomenta a desvalorização da mulher no âmbito mercantil. Segundo dados atuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres ganham 20,5% a menos do que os homens. Ademais, mulheres dificilmente conseguem trabalho em áreas que exigem mais força ou na área das engenharias, como civil, aeronáutica, ambiental, elétrica, florestal, por supostamente não serem adequadas, sendo vistas como inferiores e incapazes.
Outrossim, é pertinente ressaltar o mercado de trabalho para as mulheres transexuais, visto que o emprego informal ainda é exceção para as mesmas devido ao preconceito. Segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), cerca de 90% das pessoas trans, em destaque mulheres, tem a prostituição como fonte de renda e possibilidade de subsistência.
Torna-se evidente, portanto, que o machismo estrutural existente na sociedade, juntamente com o preconceito, corroboram para a desvalorização da mulher brasileira no mercado de trabalho. Cabe ao Governo Federal, fazer campanhas, em redes sociais, escolas, e canais de TV, normalizarem o emprego e a socialização de mulheres trans. Sob esse viés, obter maior número de vagas destinas ao público feminino, e fiscalizar que empresas privadas paguem devidamente igual as mulheres como pagam os homens por ocuparem o mesmo cargo. Desse modo, certamente, o país caminhará para que tenha um fim ao preconceito e caminhe para uma igualdade de gênero.