A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 26/05/2020
O filme “Revolução em Dagenham”, retrata a luta das mulheres contra as precárias condições de trabalho, carga horária exaustiva e salários injustos, muito menores do que os dos homens. Hodiernamente, fora da ficção, as mulheres vêm conquistando espaço no mercado de trabalho, por meio de movimentos e passeatas em busca de seus direitos. No entanto, apesar desse avanço, a desigualdade de gênero ainda está presente no Brasil, devido às raízes históricas patriarcais, os quais se perpetuam ao longo do tempo. Com efeito, faz-se mister a discussão acerca da participação feminina no mercado de trabalho.
Em primeiro plano, é necessário pontuar que devido ao patriarcalismo, durante séculos da história brasileira, as mulheres eram responsáveis somente pelos afazeres domésticos, sendo o homem considerado o “provedor do lar”. Entretanto, com o aumento dos movimentos feministas no século XX, a presença feminina no mercado de trabalho cresceu notadamente. Diante disso, infere-se que consoante à Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres estão mais presentes nas vagas de emprego, se comparado há algumas décadas, representando um pequeno avanço na busca pela igualdade de gênero.
Em contrapartida, apesar desse avanço, ainda há uma grande disparidade entre homens e mulheres em termos de oportunidade e qualidade de emprego, além da participação da mulher no mercado de trabalho não ser proporcional ao percentual feminino no país, haja vista que, elas são maioria. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia IBGE, as mulheres possuem rendimento médio mensal inferior ao dos homens e trabalham mais horas, embora possuam maiores qualificações profissionais. Destarte, percebe-se que o Brasil ainda possui um longo caminho a percorrer para alcançar a equidade de direitos ao gênero.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Logo, as mulheres, por intermédio das redes sociais e da mídia, devem realizar movimentos feministas, por meio do compartilhamento de imagens, vídeos e textos, a fim de reduzir o machismo e a supremacia masculina da população. Ademais, compete ao Poder Legislativo, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), colocar em vigor uma lei que torne obrigatória a contratação equânime entre homens e mulheres e o pagamento salarial igual para indivíduos que realizam as mesmas tarefas em todas as empresas do Brasil, sob pena de multa caso esse dever não seja cumprido por um estabelecimento, com o intuito de diminuir a desigualdade de gênero. Só assim, por meio da luta por igualdade de direitos, como retratado no filme “Revolução de Dagenham”, as mulheres terão amplo acesso ao mercado de trabalho no país.