A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/06/2020
Inseridas tardiamente no ensino superior e nas vagas de trabalho em comparação ao sexo masculino, as mulheres, dia após dia, encaram o preconceito e as dificuldades de se inserir no mercado trabalhista brasileiro. Essas situações refletem uma sociedade retrógrada que continua a oprimir as moças que batalham para sustentarem ou criarem seu espaço em suas respectivas áreas de atuação.
Dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho, embasados em pesquisas feitas pelo Cadastro Geral de Empregos e Desempregos e pela Relação Anual de Informações Sociais mostram o aumento da presença do sexo feminino no mercado formal, que de 40,8% em 2007, passou para 44% em 2016. Levantamento que, em disparidade com as situações enfrentadas no cotidiano, representam algo positivo.
Mesmo que a presença feminina tenha aumentado nos ambientes laborais de alguns anos para cá, infelizmente salários inferiores aos dos homens e uma rotina dividida entre trabalhar e cuidar do lar sem a ajuda do companheiro são entraves presentes na vida muitas mulheres. Enfrentando esses e outros obstáculos, algumas, por não conseguirem conciliar a rotina e expandir seu espaço em seu respectivo ofício, optam por abrir um negócio próprio. De acordo com estatísticas levantadas pelo Global Entrepreneuriship Monitor, no empreendedorismo, as percentagens mostram-se balanceadas: o sexo feminino rege 46% dos ofícios autônomos, enquanto o oposto soma 54%.
Frente a uma conjectura social demasiadamente arcaica e prepotente, de posse de todas as informações anteriormente expostas, algumas ações devem ser postas em prática para o enfrentamento da problemática. Em primeiro plano, a lei constitucional referente a licença paternidade deve ser alterada pelo Poder Legislativo, estendendo-a, de forma a aumentar a participação da figura masculina nas atividades de casa e trazendo conscientização no que desrespeito a uma rotina de trabalho mesclada com os afazeres domésticos e a responsabilidade com os filhos, como muitas mulheres encaram. Em conformidade a isso, as empresas devem flexibilizar os horários de trabalho e as possibilidades de se trabalhar home office, concedendo assim oportunidades melhores de conciliação entre a vida profissional e doméstica. Dessa forma, as mulheres podem conquistar o espaço que lhes é merecido.