A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 30/05/2020
Por muito tempo, o papel feminino na sociedade se limitou a cuidar da casa, dos filhos e do marido. Com o surgimento das indústrias e a necessidade de mão de obra, as mulheres foram chamadas para trabalhar fora de casa, mas com extensas jornadas de trabalho e baixos salários. Hoje, apesar da conquista de muitos direitos e do crescente número de mulheres trabalhando, elas ainda enfrentam dificuldades e injustiças no mercado de trabalho.
Primeiramente, vale salientar que a Constituição Federal proíbe a diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão baseada no gênero, idade, cor ou estado civil. No entanto, a diferença salarial é comum no mercado de trabalho brasileiro. A partir dos dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisando um grupo de homens e mulheres com algumas características em comum, como nível de formação, raça, idade e ocupação, concluiu-se que elas ganham em média 35% a menos do que eles.
Além disso, o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que ter mulheres em cargos de liderança é um dos fatores que contribui para maior desempenho e lucratividade nas empresas em geral. Mesmo com esses dados, a desigualdade persiste: apenas 19% dessas posições nas corporações são ocupadas por mulheres. E quando elas conquistam a liderança, ainda precisam lidar com questões culturais e comportamentais em relação ao que se espera do comportamento feminino. Enquanto os homens incisivos são admirados, uma mulher com o mesmo traço é considerada arrogante, por exemplo.
Por isso, com o objetivo de mudar a realidade da mulher brasileira no mercado de trabalho, a transparência salarial é uma opção: a divulgação da diferença de salários entre homens e mulheres provocaria a redução gradual dessa diferença salarial. Ainda, as empresas devem estabelecer metas de médio prazo de participação das mulheres no nível mais alto das corporações e providenciar programas de capacitação e sucessão. Assim, o Brasil terá uma sociedade igualitária no ambiente de trabalho.