A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 01/06/2020
No livro de Sophie Kinsella, “Samantha Sweet, executiva do lar”, é retratada a história de uma advogada, que dedica sua vida à profissão e, mesmo sendo uma exímia profissional, sofre preconceito em um mercado dominado por homens. O livro retrata um caso fictício, mas que acontece na vida de diversas mulheres. No Brasil, as mulheres são desrespeitadas pelo seu sexo e, em alguns casos, ganham menos que homens em uma mesma função. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas em busca da igualdade e respeito pelas mulheres enquanto profissionais.
Em primeiro lugar, é aterrador atestar que mulheres com filhos têm mais dificuldades de serem contratadas e têm suas capacidades minimizadas pelo fato de serem mães, ou seja, os contratadores as julgam desqualificadas, tendo como pretexto a não priorização do trabalho em suas vidas. Em alguns casos, as mulheres são contratadas, mas recebem um salário inferior do que homens que exercem as mesmas funções. Nesse cenário, é inadmissível que, após tantos anos com a permissão de participar ativamente no mercado de trabalho, as mulheres recebam tratamento desigual e não sejam remuneradas de forma justa.
Em segundo lugar, não são raros os relatos de mulheres que, além de serem desrespeitadas verbalmente enquanto exercem suas profissões, sofrem com episódios de assédio, por seus superiores ou colegas de trabalho. As profissionais são colocadas no papel de vítimas de assédio verbal, moral e, em alguns casos, sexual, unicamente pelo seu gênero.
Com o intuito de garantir o respeito com as mulheres, enquanto pessoas e profissionais, o Ministério do Trabalho deve, junto ao Ministério da Justiça, atuar ativamente contra a desigualdade salarial proveniente de gênero, fazendo com que, as empresas que infringirem a lei de igualdade salarial sejam punidas. Para além disso, a implementação de uma psicóloga na instituição, a fim de deixar as mulheres mais confortáveis para compartilharem o crime em, casos de assédio, e posteriormente, a delatarem o crime às autoridades, tendo total apoio da organização.