A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 31/05/2020

Durante a Idade Antiga, a civilização ateniense, que se destacava em sua organização política, impedia a participação feminina nesse meio, além de atribuir a tal grupo o papel exclusivamente doméstico. Atualmente, a representatividade da mulher no mercado de trabalho é cada vez maior, de modo que as mesmas exercem funções diversificadas, que ultrapassam as atividades domésticas. Contudo, a herança sociocultural do patriarcalismo reflete-se na diferença salarial entre gêneros e dificulta o avanço da inserção da mulher no setor trabalhista.

Ao longo da história das civilizações humanas, a restrição da mão de obra feminina às atividades domésticas foi um fator presente constantemente. Nesse contexto da antiguidade, o filósofo Aristóteles defendia que as mulheres eram limitadas por natureza e, por isso, eram privadas de atividades fora do âmbito familiar. Essa ideia, disseminada por um longo período, ainda encontra-se naturalizada na sociedade atual, de forma que os trabalhos domésticos são frequentemente associados ao gênero feminino. Por sua vez, essa naturalização torna a presença feminina no mercado de trabalho brasileiro menor e ainda mais desigual.

Consequentemente, tal associação reflete-se na discriminação que o grupo feminino enfrenta no mercado de trabalho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres recebem um salário mais que 20% menor em comparação ao dos homens. Ou seja, no momento em que o gênero feminino é associado às atividades domésticas, esse é considerado menos capaz que o grupo masculino de exercer outras funções. Tal consideração não somente provoca a desigualdade salarial, mas desestimula o avanço da participação feminina no mercado de trabalho.

Portanto, a fim de confrontar o patriarcalismo naturalizado, a mídia deve divulgar casos de profissionais do grupo feminino que são bem sucedidas em funções anteriormente restritas ao gênero masculino em plataformas digitais. Ademais, essas matérias poderiam servir de incentivo para que outras mulheres também buscassem exercer ofícios diferentes dos domésticos. Ampliando, dessa forma, a participação feminina no mercado de trabalho, que era restrita durante a Idade Antiga.