A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 31/05/2020
Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a mulher não tem participação igualitária no mercado de trabalho. Nesse contexto, tal falha no princípio de isonomia tem como raiz amarga uma sociedade patriarcal, cujo legado resultou no preconceito atualmente existente.
Primeiramente, é fundamental compreender que o poder social centralizado do homem, como rege o patriarcalismo, prejudica demasiadamente as mulheres, não apenas no trabalho. Afinal diferente do que foi imposto pela sociedade durante toda a história, esse grupo possui grande potencial pra desempenhar qualquer função.
Entretanto, ao contrário do que assegura, o artigo 5° da Constituição: “todos são iguais em direito e obrigação”, o IBGE revela que, em 2016, 60,9% dos cargos gerenciais, tanto no poder público quanto na iniciativa privada, eram ocupados pelo sexo masculino no Brasil. Tal problema é decorrente do modo como as empresas relutam em contratar a figura feminina, pois não querem pagar o salário para alguém que ficará meses em casa durante a licença maternidade. Todavia, há um novo modelo familiar, onde a mulher trabalha e o homem cuida dos filhos, como mostra no filme “Um senhor estagiário’'.
Logo é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pelas mulheres. assim, o Poder Legislativo, por meio de leis mais rígidas, deve exigir a igualdade entre os gêneros no mercado de trabalho, como por exemplo, em salários, cargos, jornada de trabalho e direitos trabalhistas. O intuito de tal ação é remodelar o ramo de trabalhos para que a mulher tenha mais espaço em tal camada social. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.