A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 31/05/2020
Na série canadense “Anne with an E”, a protagonista Anne vivencia um caso característico do sexismo, quando a Sra. Cutwbert, esperando adotar um garoto por julgá-lo mais capaz de trabalhar na fazenda, decepciona-se ao ser surpreendida com a chegada de uma garota. Essa série se passa em 1908, porém a presença de papéis de gênero perdura até os dias atuais. Com isso, a sociedade é educada com tendências discriminativas às mulheres, fazendo o sexismo passar despercebido. Entretanto, essa cultura sexista é observada no trabalho, na legislação e abre precedência à violência e abuso contra as mulheres.
Primeiramente, a discriminação sofrida pelas mulheres as fazem serem consideradas submissas em relação ao gênero feminino e esse pensamento racista fica no subconsciente da sociedade, tornando natural a rotulagem baseada no gênero. Isso tudo é notório no âmbito profissional, pois o salário das mulheres é 30% mais baixo que o dos homens. Além disso, o sexismo é presenciado na regulamentação, tendo em vista a diferença considerável no tempo de duração da licença maternidade em relação à de paternidade. Esta última inferior, reforçando o “papel” da mulher na sociedade.
Por outro lado, a segurança das mulheres é posta em risco nesse contexto sexista, pois muitos homens se sentem numa posição muito superior e acabam praticando assédio, estupro e até mesmo feminicídio. Enquanto isso, as mulheres se sentem ameaçadas e em vários casos não denunciam e se responsabilizam pelo ocorrido. Por isso, o Brasil é o quinto país no ranking de feminicídio, por exemplo.
Portanto, a fim de combater esse sexismo cotidiano que é herança da educação, o Legislativo deve elaborar leis para diminuir a disparidade salarial e aumentar a duração da licença paternidade. Como também, cabe a mídia alertar a sociedade sobre as tendências sexistas presentes nela. Assim, as pessoas se conscientizarão sobre a desigualdade de gênero existente e mudarão o rumo dessa cultura discriminativa.