A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 01/06/2020
Na série “O Mundo Sombrio de Sabrina”, a meia bruxa da família Spellman desafia o seu par romântico Nick numa competição nunca realizada: a disputa pela liderança da Academia de Artes Ocultas entre um homem e uma mulher, prática deplorável pelo padre Blackwood. Nesse sentido, a igualdade feminina nos cargos atuais é posta em prejuízo no Brasil, visto que essa é a construção da mulher brasileira no mercado de trabalho. Dessa forma, a incompatibilidade salarial é fruto de um “culto” ao machismo estrutural, bem como da falta de apoio às manifestações sociais aplicadas.
A priori, e importante ressaltar as péssimas condições de serviços oferecidas as mulheres, segundo pesquisa recente elas ganham 17% a menos que os homem exercendo as mesmas funções. Portanto, isso deixa explícito as perdas econômicas para a trabalhadora, bem como um sentimento de inferioridade que pode levar a depressão. Contrário a esse cenário, países Europeus estão na lista do Índice Global Gender Gap com alto índices de igualdade de gênero, as diferença nas empresas entre pessoas do sexo feminino e masculino são imperceptíveis, com destaque para Islândia e Finlândia que estão em primeiro e segundo lugar respectivamente.
Outrossim, é indubitável que a baixa proporção de pessoas do sexo feminino em detrimento do masculino em altos cargos não seja vista como parte da questão. Segundo dados de 2017 da Catho, empresa que interliga candidatos às vagas de emprego e empresas - referência no ramo, apenas 25% dos cargos de presidência são ocupados por mulheres no Brasil. Nesse contexto, é visível o desnivelamento de gênero apresentado pela pesquisa, que acaba mostrando a presença de características machistas intrínsecas na sociedade brasileira, que não valorizam o papel feminino suficientemente, deixando-as em uma situação inferior quanto ao mercado de trabalho, mesmo quando representam mais da metade da população absoluta do país.
Evidencia-se, destarte, que medidas devem ser tomadas para solucionar o impasse dessa problemática. Nesse sentido, cabe à sociedade, juntamente com empresas do setor privado, buscar maneiras plausíveis para compreender a importância da mulher no ambiente de trabalho, por meio de encontro de debates e palestras acerca do assunto ministradas por representantes feministas e algumas mulheres que possuem experiências de superação e de sucesso, a fim de sanar as possíveis dúvidas sobre o tema. Além do exposto, algumas empresas parceiras deverão não apenas divulgar as pautas, mas também se comprometer a ceder algumas vagas para as mulheres, objetivando fomentar a causa. Em suma, sem dúvidas, medida como essas são irrefutáveis para uma grande absorção das mulheres no meio produtivo.