A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 02/06/2020
Hodiernamente, o número de mulheres empregadas vem se expandindo bastante em relação a tempos atrás, no entanto, ainda encontra-se um desequilíbrio de mulheres contratadas em relação aos homens. Dessa forma, a incompatibilidade salarial é fruto de um “culto” ao machismo estrutural, bem como a insuficiência do encorajamento das empresas, de modo que, muitas ainda conservam a prioridade em empregar o gênero masculino.
Por certo, as mulheres sofrem preconceito a longo prazo, visto que, suas funções antigamente se restringiam a cuidar do marido, da casa e dos filhos, enquanto o homem devia atuar como abastecedor do lar. Esse quadro começou a se modificar a partir do século XVIII com a Revolução Industrial, onde a necessidade da mão de obra aumentava, e a mulher era contratada por um valor inferior. Diante do exposto, é inadmissível permanecer nesse cenário de discrepância, uma vez que as mulheres possuem total capacidade, bem como os homens.
Segundo o IBGE, as empresas preferem demitir mulheres por terem salários menores, sendo assim, as rescisões de contratos são mais baratas, mesmo sendo elas, na maior parte dos casos, mais escolarizadas e produtivas. Dessa forma, muitas mulheres encontram a alternativa de abrir seu próprio negócio, apesar de terem que passar por diversas dificuldades que maior parte dos homens não encontram, tais como o desequilíbrio entre atividade doméstica e o trabalho.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, é inadiável, que o Governo ponha em prática o direito à igualdade de gênero, predito na Constituição de 1988, estabelecendo multas severas as empresas que descumpram ou tratem com diferença essa parcela da população.