A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 05/06/2020
Segundo a escritora feminista Simone Beauvir “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separa do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta”. Tal cenário ainda continua muito presente na vida das mulheres brasileiras que lutam todos os dias em busca de um tratamento isonômico em meio ao mercado de trabalho.
De acordo com o estudo “Estatística de gênero-indicadores sociais das mulheres no Brasil” divulgada pelo instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) as mulheres possuem maior escolaridade que os homens, representando 16,9% enquanto os homens 13,5% na população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo. Porém, a desvalorização e o preconceito são evidentes e datam na atualidade quando se refere a taxa salarial, uma vez que as mulheres recebem 24% a menos quando comparado aos homens segundo a (ONU).
Com a mudança de cenário na segunda metade do século 18 durante a revolução industrial, as mulheres começaram a ganhar mais espaço e visibilidade no mercado de trabalho, fazendo com que fosse sendo desfeita a imagem de que as elas só tinham como dever cuidar da casa e de sua família, podendo ganhar seu próprio dinheiro até mesmo para sustentar sua família, como é o caso das mães solteiras. Mas, na maioria dos casos as empresas priorizam a contratação de homens ao invés de mulheres, pelo simples fato que as mulheres correm riscos de engravidar e ficar alguns meses ausente das suas atividades, acarretando assim algum tipo de prejuízo para a empresa em questão.
Contudo, as empresas devem ser mais igualitárias e menos limitadoras no ato de contratação e fiscalização do meio de trabalho, avaliando a mão de obra e a qualificação mais apropriada da tal. Fazendo com que se torne um tratamento mais isonômico e diminuindo dessa maneira a discrepância de gêneros em meio a nação brasileira.