A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 06/06/2020

A autora, J. K. Rowling, da saga Harry Potter modificou seu nome nos livros para que a identificassem como um autor masculino e, assim, obter maior credibilidade. Tal feito evidencia como as mulheres, inseridas no mercado de trabalho, ainda são vítimas de uma visão conservadora que as têm como inferiores, a qual transcorre, infelizmente, devido não só ao machismo, mas também à ineficácia das leis.

A priori, é importante destacar as influências da sociedade patriarcal como perpetuadoras da pouca visibilidade dada às mulheres. Isso ocorre, porque, durante muitos anos o sexo feminino era visto apenas como alguém que cuidava das crianças e da casa, enquanto os homens eram responsáveis por providenciar o sustento da família. Embora, nos dias atuais, tenha crescido o número de mulheres no mercado de trabalho - de 14% em 1950 para 49,9% em 2010, segundo dados do IBGE - ainda há, infelizmente, relutância de muitas empresas em contratar essas pessoas, além dos desrespeitos e abusos sofridos por elas nesses ambientes.

A posteriori, convém ressaltar que a consolidação das Leis do Trabalho determina a equiparação salarial. No entanto, de acordo com pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 2019, as mulheres brasileira ganharam 22% menos que os homens, mesmo trabalhando mais. Esse dado revela a falta de comprometimento do Estado em efetivar as leis, a qual corrobora, injustamente, uma condição inferiorizada das pessoas do sexo feminino. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Destarte, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que o Ministério do Trabalho incentive a contratação de mais mulheres, por meio de campanhas midiáticas, pois, possuem grande influência e circulação, com o fito de aumentar a presença e visibilidade dessas pessoas no mercado de trabalho brasileiro. Ademais, deve-se cobrar altas multas às empresas que desrespeitem a isonomia salarial e informar sobre os direitos trabalhista da mulher para incentivar a denúncia de abusos. Assim, o impacto nocivo dessa problemática será atenuado.