A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 01/07/2020
Até metade do século XIX, a posição da mulher na sociedade era restrita principalmente ao ambiente familiar, sendo considerada imprópria a sua presença em ambientes acadêmicos e de ofício. Conquistas recentes permitiram que houvesse maior inserção feminina nesse meio, embora persistam problemas, como as desigualdades salariais e preconceitos baseados em uma cultura machista. Nesse sentido, deve-se avaliar a mulher brasileira no mercado de trabalho.
Inicialmente, alguns direitos sociais básicos - como educação e ocupação da maioria dos cargos, eram restritos aos homens. Ainda, era aceita a noção de que alguns trabalhos eram femininos, a exemplo do magistério e da função das secretarias em escritórios, além da classe operária feminina, presente desde a primeira Revolução Industrial. Apesar disso, havia pouca qualificação para essas mulheres, impedindo a evolução dos cargos, além de poucas garantias que protegessem a sua permanência naquele emprego. Esse cenário no Brasil começou a mudar durante o governo de Getúlio Vargas, na década de 40, com a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), implementando a licença maternidade, por exemplo.
Apesar disso e mesmo após inúmeras alterações na Constituição Brasileira - que garantem direitos básicos para todos, ainda existem situações como a diferença salarial entre homens e mulheres da mesma profissão, que são justificadas em concepções machistas, ao alegar que o trabalho feminino pode ser interrompido pela gestação, ou que determinadas funções tendem a não ser bem executadas por elas. Ao contrário do que apontam essas premissas, estatísticas divulgadas pela ONU afirmaram que empresas dirigidas por mulheres tem resultados até 20% melhores, em aspectos como o lucro e, inclusive, na imagem dessas organizações.
Viu-se, portanto, que a forma que se dá a presença feminina no mercado de trabalho atual é um resultado histórico de opressões e vitórias recentes, e que ainda se fazem necessárias outras conquistas. Para que isso aconteça, deve haver, por parte das empresas públicas e privadas, mais políticas que ajudem a fomentar maior diversidade de gênero, o que deve ser atingido por meio do estabelecimento de uma quantidade mínima no quadro de mulheres na empresa, além da igualdade de acordo com a função, e de direitos que garantam a segurança e estabilidade no emprego. Dessa forma, deve-se atingir maior justiça e garantia dos direitos das cidadãs brasileiras.