A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 30/06/2020

A presença da mulher no mercado de trabalho, se deu a princípio com a Revolução Industrial, em que a mão de obra existente não era suficiente, foi necessário, então, a inserção da mulher nesse mercado para suprir a demanda. Atualmente, no Brasil, segundo o I.B.G.E., 50% das mulheres trabalham, entretanto, esse ainda é um número inferior em comparação a participação dos homens, que é de 75%. Infelizmente, mesmo com o decorrer dos anos a classe feminina ainda vive em um ambiente desigual, injusto e exploratório.

Em primeiro lugar, é evidente que o país ainda vive um sistema patriarcal enraizado na sua cultura, o que atenua ainda mais a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, favorecendo a superioridade masculina. As mulheres são mais exploradas que os homens nos seus cargos, pois são consideradas mão de obra barata, o capitalismo é um sistema favorável para essa exploração, onde fica evidente a diferença salarial. É possível notar um cenário semelhante ao atual no seriado espanhol As Telefonistas, onde retrata a vida de quatro moças, entre as década 20 e 30, que trabalham em uma empresa de telecomunicações e enfrentam várias adversidades por conta do seu gênero, buscando seus direitos e igualdade em um ambiente dominado por homens.

Ademais, outro fator que impede a ascensão feminina no mercado é jornada dupla vivenciada pela maioria delas, é necessário equilibrarem as atividades domésticas com o emprego, sendo uma jornada mais exaustivas do que é para muitos homens. Além de que muitas vezes trabalham em serviços domésticos ou serviços precários, pois é a principal fonte de renda de sua família, segundo I.B.G.E., 28,9 milhões de famílias são chefiadas por mulheres no país. Assim, é evidente a desigualdade, por isso as mulheres são responsáveis por grande parte dos negócios próprios no país , pois nas empresas não encontra igualdade de poder.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Governo Federal deve criar mais leis que deem suporte às mulheres, como leis trabalhistas que assegurem um salário proporcional e justo à função exercida. Além disso, é preciso que esta minoria lute por mais direitos e peça melhor vigência e fiscalização das leis já propostas aos governantes, através de campanhas e protestos pacíficos. Assim, se construirá uma sociedade mais homogênea e igual em relação ao gênero.