A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 09/06/2020
Durante a idade média, a mulher foi vista como símbolo de inferioridade, incapaz de realizar o trabalho além do doméstico, considerada submissa do marido, responsável pela casa e pelos filhos. Logo após, ao longo da revolução industrial, a mulher foi inclusa no mercado de trabalho, trabalhando em indústrias têxteis, porém, em condições inferiores ao homem, com mais carga horária, mais serviços e menos remuneração. O filme “As Sufragistas” retrata como era o papel da mulher no mercado de trabalho, na qual além de inúmeras horas de trabalho, ainda teriam que trabalha em casa e cuidar dos filhos. Fatores antigos, mas que ainda estão presentes na sociedade contemporânea.
Pode-se mencionar que as mulheres ainda são tratadas com inferioridade dentro do ambiente de trabalho, de acordo com a pesquisa realizada pelo G1 economia, a diferença salarial entre os gêneros chega até 50%, ocupando o mesmo cargo dentro da indústria. Nota-se que os cargos superiores são ocupados, principalmente, pelos homens, pois, de acordo com os dirigentes de empresas, as mulheres não conseguem trabalhar por muitas horas seguidas, precisa de mais tempos de intervalos, e carga horária menor, para cuidados próprios e para cuidar da casa e dos filhos.
Em meio a uma sociedade machista, as mulheres não conseguem cargos melhores dentro das empresas, optando por abrir o próprio negócio, fator que contribuiu para o aumento no número de empresas, de acordo com a pesquisa realizada pela revista O Tempo, mulheres comandam 46% dos negócios próprios, dando oportunidades as outras mulheres que possuem interesse no ramo. Habitualmente, empresas que possuem essa “sociedade patriarcal”, são dirigidas por homens.
Dado o exposto, percebe-se que possui uma grande diferença entre gêneros dentro do mercado de trabalho, dessa forma, o Ministério do Trabalho deve, através de leis trabalhistas, impor as empresas para que contratem mulheres para trabalhar, e tenham as mesmas oportunidades e direitos para ocupar cargos superiores, para que assim as mulheres não se sintam inferiores aos homens dentro do ambiente de trabalho. O papel do Poder Judiciário é fundamental para a fiscalização das empresas, fiscalizar de forma rigorosa, se estão com a mesma quantidade de funcionários homens e mulheres, se estão recebendo o mesmo tratamento, direitos, e salários iguais quando ocupam o mesmo cargo.