A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 13/06/2020
De acordo com o Artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada em 1948 pela ONU, todos os indivíduos nascem livres e igual em dignidade e direitos. Entretanto, o cenário visto em relação a mulher no mercado de trabalho brasileiro ainda impede que essa parcela da população desfrute de seus direitos na prática devido, não só ao déficit educacional, mas também a visão etnocêntrica em relação as mulheres.
Em primeiro lugar, evidencia-se como a educação é fator determinante no desenvolvimento do país. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente e igualitário. No entanto, a realidade é justamente o oposto e o contraste dessa realidade é claramente refletido na problemática. Segundo dados do Ministério do Trabalho, 67% das mulheres brasileiras já sofreram discriminação e/ou assédio no seu local de trabalho. Diante de tal contexto, é inadmissível que em pleno século XXI ainda as instituições brasileiras não apresentem disciplinas específicas em relação ao machismo impregnado em nossa sociedade contemporânea e seus malefícios no desenvolvimento industrial do país.
Além da educação, a visão etnocêntrica em relação ao sexo feminino também é agravante da problemática. Não é de hoje, que os homens se acham superiores quando comparados ao sexo feminino. Conforme pesquisas do jornal DataFolha, 61% dos entrevistados do sexo masculino, responderam que a figura feminina não é bem vinda em alguns setores, por exemplo, construção civil, chão de fábrica e altos cargos dentro da empresa. Porém, nota-se como esses entrevistados não possuem o mínimo de conhecimento histórico, haja vista que o papel da mulher foi de extrema importância durante o período das Guerras Mundiais, no qual a mão de obra masculina ficou escassa, tendo em vista que os homens estavam na batalha, foi nesse momento na qual a figura feminina tomou as rédeas das indústrias e a proporcional um excelente desenvolvimento. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas visando uma melhoria em relação a esse quadro.
Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos para garantir a solidificação de políticas no qual visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Governo, em parceria com os Ministérios da Educação e do Trabalho, financiem projetos e os desenvolvam nas escolas, demostrando aos seus estudantes à importância do respeito mútuo no local de serviço, por meio de profissionais especializados na área. Além disso, cabe aos Ministérios disponibilizarem em seus sites vídeos aulas ministradas por esses professores, visando um maior alcance. Dessa forma, o Brasil poderá superar a problemática e garantir não só no papel, mas também na prática a DUDH.