A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 15/06/2020
Na Grécia Antiga, as mulheres eram excluídas tanto social quanto politicamente e sua única função era procriar e cuidar do lar. Com o passar do tempo, foram conquistando o seu espaço na sociedade, e atualmente podem realizar o que só era feito por homens, como o trabalho, por exemplo. Apesar de ter obtido “liberdade” depois de longos anos de luta, ainda assim a mulher sofre preconceito na sociedade e isso pode ser observado nos baixos salários que são pagos pelos mesmos serviços prestados por homens.
Segundo o Ministério do Trabalho, em 2007, a presença feminina representava 40,8% do mercado formal. Já em 2016, esse número foi para 44%. Mesmo com esse aumento, muitas mulheres ainda possuem dificuldade para arrumarem um emprego, entre elas a diferença altíssima de salário, uma situação que seria diferente caso fossem do sexo oposto. A sociedade brasileira é bastante machista e como a maioria das empresas são patriarcais, a admissão de mulheres acaba não ocorrendo na maioria das vezes e quando ocorre, são tratadas com inferioridade e não possuem a liberdade de opinar sobre sugestões para a empresa.
Por isso, uma alternativa escolhida por muitas mulheres é abrir seu próprio negócio. Esse foi o caso da engenheira Isabela Capelão. Por se sentir limitada e sobrecarregada no seu antigo emprego, ela teve um AVC que fez com que enxergasse que precisava pedir demissão e abrir a sua própria empresa. Porém, nem sempre toda mulher tem essa chance e acaba aceitando as condições injustas impostas pela sua empresa.
Ao analisar os dados apresentados, é possível observar a desigualdade de gênero presente na sociedade. Portanto, o Governo deve, por meio do Ministério do Trabalho, exigir que as empresas contratem mais mulheres mostrando que a produtividade e rentabilidade serão cada vez maiores. Além disso, solicitar salários, liberdade e tratamento igualitários. Apenas dessa forma será possível diminuir o preconceito e a inclusão da mulher brasileira no mercado de trabalho.