A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/06/2020
É fato que, mesmo com órgãos de proteção aos direitos da mulher, em destaque os citados pela Organização das Nações Unidas, as diferenças e preconceitos sofridos pelo sexo feminino ainda são marcantes na realidade atual, que, apesar de já ter evoluído bastante desde séculos passados, continua se apresentando arcaica. Com base nisso, não é errôneo afirmar que tal problema se reflete direta e especialmente no mercado de trabalho, qual, embora seja comum ver mulheres com bons cargos hoje em dia, ainda permanece em déficit.
Em primeira via, é de suma importância ressaltar que tal preconceito contra as mulheres já se faz presente a longo prazo. Com isso em mente, a partir da Revolução Industrial, a mulher passou a ser inserida nas indústrias como mão-de-obra barata, e isto a colocou definitivamente na dinâmica produtiva. Todavia, como no passado as funções do sexo feminino se limitavam a cuidar das tarefas domésticas e dos filhos, devido à mentalidade machista da época, as mulheres eram consideradas inferiores, e embora o trabalho fosse o mesmo que o dos homens, o salário delas era 60% mais baixo, coisa que, em certas ocasiões, ainda se repete mesmo na sociedade atual.
Em sequência, levando em consideração o argumento anterior, apesar da diferença salarial entre homens e mulheres ter diminuído significativamente, a discriminação ainda é notória e refletida até mesmo nas ações do dia a dia, como é quase de conhecimento comum que o homem deve suprir a casa e a mulher apenas auxiliar. Ainda nessa linha de raciocínio, pesquisas afirmam que mulheres são tão produtivas no mercado de trabalho quanto homens, e muito capazes de exercer funções importantes, entretanto, devido ao preconceito de gênero, muitas mulheres em cargos notórios não são levadas a sério pelo simples fato de “aquele ser um cargo de homem”.
Em suma, torna-se evidente que o preconceito sem qualquer fundamento ainda se faz mais que presente. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, em parecia com órgãos como a Secretaria da Mulher, promover aulas de Sociologia e História que enfatizem a igualdade de gênero, com o intuito de amenizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo por meio de palestras e materiais históricos. Além disso, cabe à sociedade civil e aos movimentos que protegem os direitos da mulher expor a postura machista da sociedade e exigir mudança, heterogeneizando o pensamento machista comum e o transformando, a fim atingir uma sociedade igualitária que oferece as mesmas oportunidades para todos.