A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 15/06/2020

O desigualdade de gêneros é um problema muito presente no mercado de trabalho brasileiro. Esse problema deve ser enfrentado, uma vez que, de acordo com a declaração dos direitos humanos, os gêneros devem ser tratados igualmente. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o fator sociocultural e o desrespeito às leis.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a diferença de tratamento de gêneros no mercado de trabalho deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país brasílico. Devido à falta de atuação das autoridades, homens têm tido um papel sociocultural de serem provedores do lar, algo extremamente negativo, pois coloca as mulheres num papel de inferioridade. Desse modo, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal urgentemente.

Ademais, é imperativo ressaltar o desrespeito às leis como promotor do problema. Assim, de acordo com uma pesquisa do IBGE, homens ganham em média 30% mais que mulheres, mostrando que leis não têm sido respeitadas. Partindo desse pressuposto, podemos mentalizar que se a lei da igualdade salarial fosse devidamente respeitada, a desigualdade de gêneros ocorreria em menor medida. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o descumprimento das leis contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Família, será revertido em campanhas publicitárias que provoquem uma conscientização sobre o tema e atinjam o povo brasileiro. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da desigualdade de gêneros no mercado de trabalho.