A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 15/06/2020

As mulheres brasileiras ainda hoje encontram diversos empecilhos para entrarem no mercado de trabalho. Essa dificuldade vem de uma herança patriarcal que persiste ate os dias atuais com novas configurações que impedem a ascensão feminina nesse ramo.

A medida que a população evoluiu, muitos hábitos foram herdados, um desses foi a forma que a sociedade trata a mulher. A exemplo disso, é possível analisar o papel feminino nas antigas civilizações, em que eram responsáveis apenas pela casa e filhos, enquanto os homens ocupavam cargos politicos devido o ensino que pôde obter no curso de sua vida. Logo, no Brasil, foi refletido esse costume e só em 1759, com a expulsão dos jesuítas que as mulheres passaram a ter acesso às escolas. Esse atraso na educação feminina espelha no mercado de trabalho, uma vez que a grande maioria exige algum nível de ensino.

Além da dificuldade para entrar no mercado devido o atraso da mulher no ensino, é difícil se manter nos empregos que conquistam por causa das suas duplas jornadas de trabalho. Como a sociedade se estruturou sob uma óptica machista, muitas tarefas são designadas baseadas nos gêneros. Tal pensamento é sustentado até hoje e faz com que além da profissão, todo o trabalho doméstico e a criação dos filhos é função das mulheres, o que acaba prejudicando o desempenhos destas. Por ser uma rotina desgastante, muitas optam largar os empregos e se dedicar exclusivamente à essas tarefas, pois não recebem suporte nessas tarefas dos seus parceiros.

Portanto, para que esse entrave seja resolvido, as empresas contratantes devem adotar o sistema de cotas para que mais cargos sejam oferecidos à mulheres que não tiveram a oportunidade do tempo dedicado aos estudos e as oportunidades que são dadas geralmente aos homens. Assim, uma maior quantidade de mulheres entrarão no mercado de trabalho e diminuirão as desigualdades de gênero.