A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 17/06/2020

Durante boa parte da história, as mulheres eram atreladas aos serviços domésticos enquanto os homens, ao trabalho e o sustento de sua família. Somente no século XVIII, com a Revolução industrial que elas passaram a ter um maior espaço dentro das fábricas devido a necessidade de mão de obra que o período exigia, porém com honorários reduzidos. Nos dias atuais a situação ainda é muito comum, mulheres que possuem formação acadêmica semelhante e ocupam os mesmos cargos que homens recebem salários inferiores, deixando explicito que há pouca igualdade de gênero dentro das empresas.

Conforme dados do Fórum Econômico Mundial menos mulheres tem entrado no mercado de trabalho se comparado com os homens. Prova disso pode ser analisado em dentro das universidades em cursos das áreas de ciência e tecnologia onde as mulheres são apenas 35% dos alunos matriculados, mesmo estes sendo setores que mais tem gerado oportunidades de emprego.

Devido a esta ausência de mulheres é muito comum a falta de igualdade nos salários no ambiente corporativo. Segundo o Estudo de Estatísticas de Gênero, do IBGE, nas ocupações que exigem nível superior completo ou mais, as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016. Grande parte do problema poderia ser facilmente resolvido se houvesse um incentivo para a formação de mulheres nestes setores e uma fiscalização por parte do governo dentro das empresas para evitar a desigualdade de salários.

Desta forma, vê-se a necessidade de medidas serem tomadas. Portanto, cabe ao governo federal, a criação de campanhas de incentivo para a formação de mulheres em conjunto com universidades, a fim de encoraja-las a se formarem em tais ramos, além de fiscalizar as empresas para evitar a desigualdade ainda tão presente. Espera-se com isso, tornar o país mais igualitário e valorizar a presença feminina.