A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 19/06/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, os homens foram convocados a servir seu país e as mulheres a substituí-los nos diversos setores da economia. Com a vitória dos Aliados e o retorno dos soldados, a parcela feminina foi incentivada, por uma sociedade ainda patriarcalista, a cumprir seu único e fundamental papel: cuidar da família. Desde então, elas lutam por igualdade e, embora não a tenham alcançado totalmente, assumem uma posição relevante no mercado de trabalho brasileiro. Logo, é fundamental discutir como o preconceito enraizado promove a desigualdade salarial e a falta de investimento para com o público feminino.

A priori, é inquestionável que o “sexo frágil” possuí personalidade e inteligência para ser tão bem-sucedida como qualquer homem. Todavia, a forte influência cultural, construída e reiterada por séculos de história, responsabiliza as mulheres pelos afazeres domésticos e cuidados com os filhos. Nesse sentido, sua carreira profissional é subestimada pela sociedade e, embora sejam capazes de exercer qualquer função, recebem cerca de 20% a menos que suas contrapartes masculinas, segundo o IBGE. Isso não é apenas injusto, é inconstitucional, uma vez que todos são iguais em direitos de acordo com a Constituição Cidadã.

Ademais, quando as mulheres decidem abrir as próprias empresas, não existe equiparação nas taxas de juros entre gêneros, tampouco linhas de créditos exclusivos para as donas de negócios. Assim, de acordo com Sebrae, menos de 10% das entidades femininas recebem investimento externo e a proporção e o valor médio dos empréstimos são inferiores quando comparados aos homens. Todavia, iniciativas como o MIA (Mulheres Investidoras Anjo) e projetos de financiamento com foco no empreendedorismo feminino procuram reverter essa problemática.

Portanto, tendo em vista, o inegável potencial feminino, é fundamental combater a discriminação vigente. Para tanto, o Governo Federal deve, por meio de campanhas publicitárias veiculadas nas mídias e redes sociais, mostrar à sociedade a importância das mulheres, não apenas no âmbito familiar, mas nos diversos setores da economia. O objetivo dessa ação é assegurar os direitos fundamentais desse grupo em consonância com Constituição Federal, inclusive em relação à equiparação salarial. Além disso, os grandes bancos precisam reduzir as taxas de juros e criar créditos especiais para manutenção e crescimento dos empreendimentos liderados por elas.