A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/06/2020
No filme “O diabo veste Prada” é exibida a história de Miranda Priestly, editora chefe da revista Vogue americana, onde mostra as pressões que as mulheres sentem no mercado de trabalho e na dificuldade em conciliá-lo com sua família. Apesar de se tratar de uma ficção essa é a realidade de muitas mulheres brasileiras que vem encontrando impasses no mercado formal. Nessa continuidade, dois pontos fazem-se importantes: a herança histórico-cultural e a posterior hierarquização social.
Primeiramente, é indiscutível que o legado histórico-cultural com a mulher brasileira no mercado de trabalho esteja entre as causas do impasse. Tendo em vista que desde o início da civilização a mulher estava sob o domínio do homem, não tinha direito próprio, bem como o de exercer uma profissão. Para boa parte da população masculina a mulher era vista como uma servente, alguém para cuidar de casa, e do filho e atender seus prazeres. Dessa maneira, tristemente, várias são desprezadas em seu ambiente de trabalho. Todavia, essa concepção precisaria ser revista pela sociedade, tendo em mente que a mulher tem tomado seu espaço e tem se tornado maioria em algumas carreiras. A comprovação absoluta disso são os dados estáticos de que existem cerca de 145 mil jornalistas atuando no Brasil, 64% destes são mulheres.
Da mesma maneira, evidencia a hierarquização social como motivadora dos problemas enfrentados pela mulher brasileira no mercado formal. Isso em razão de, embora a mulher tenha conseguido conquistar seus direitos, ainda depara com restrições para entrar em determinadas carreiras, dado que muitos acreditam que ela deve exercitar a função de cuidar da casa e da família, já os homens carecem em ocupar cargos de prestígio. Contudo, o filme “Estrelas além do tempo”, vai em oposição com essa ideia, ele conta a historia 3 mulheres se superam mostrando serem merecedoras de um cargo na NASA, provando que as mulheres são capazes de exercer qualquer função.
Por isto, é perceptível que a herança histórico-cultural e a hierarquização social se retratam como um prejuízo na sociedade. Portanto, o Ministério da Educação deve promover, em todas as escolas e universidades brasileiras, debates e palestras sobre a inserção da mulher no mercado de trabalho, com a participação de professores, mestres e doutores da área, por meio de seminários e congressos, uma vez que esses projetos ajudam o indivíduo, a fim de enfraquecer a discriminação com as mulheres no mercado de trabalho, assim tornando habitual o que ocorreu no filme “Estrelas além do tempo”.