A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 21/06/2020

Na série ‘‘Coisa mais Linda’’ produzida pela Netflix, que se passa nos anos 1950, a protagonista Maria Luiza se muda para o rio de Janeiro com o marido para abrir um restaurante. Porém, ele rouba todo o seu dinheiro e foge. Maria Luiza conhece Adélia, uma mulher negra, e até então empregada doméstica, e juntas decidem abrir um Clube Noturno de Bossa Nova. Por serem mulheres elas encaram o machismo e muitas dificuldades, em busca de voz e de um lugar na sociedade. Assim como na ficção, mulheres de hoje em dia ainda enfrentam vários obstáculos para serem aceitas em certas áreas do mercado de trabalho brasileiro.

Uma das mais evidentes desigualdades brasileiras, são as de gênero, estando menos relacionada a questão econômica, e sim a uma questão cultural e social, impondo a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher na vida em sociedade. Durante muito tempo, suas funções se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Afinal, o homem devia atuar como provedor do lar. Esse cenário começou a mudar, sobretudo, a partir da segunda metade do século 18, com a Revolução Industrial quando a necessidade de mão de obra aumentava. Sobretudo o aumento feminino no mercado de trabalho se dá pela união de mulheres, principalmente nas redes sociais, sempre buscando a igualdade de gêneros, e ainda uma maior capacitação para tal, deixando-as capacitadas a evoluir igual ou mais do que os homens.

Analisa-se também a extrema necessidade de notar como movimentos em prol da causa feminina não possuem o devido apoio que merecem. De acordo com a pesquisa realizada pelo site de empregos Catho, em 2018, a mulher ganha menos que o homem em qualquer cargo possível, quando é analisado apenas em mercado formal. Tais dados contribuem para o aumento de manifestações que vão de encontro de melhores estabilidades sociais  e salariais apontando o feminismo como o melhor caminho a ser seguido. Porém, é questionável a limitação da participação de homens na causa, uma vez que não há educação em relação ao apoio que deve ser ofertado a todas as mulheres.

Conclui-se que é necessário o Governo Federal criar mais leis que deem suporte ás mulheres, como leis trabalhistas que assegurem um saláro proporcional e justo a função exercida. Quanto a sociedade, juntamente com empresas do setor privado, devem buscar maneiras plausíveis para compreender a importância da mulher no ambiente de trabalho, por meio de encontros, de debates e palestras acerca do assunto ministradas por representantes feministas e algumas mulheres que possuem experiências de superação e de sucesso, a fim de sanar as possíveis duvidas sobre o tema.