A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/06/2020
No ano de 1941, os homens iam para a Segunda Guerra, enquanto as mulheres procuravam emprego para sustentar suas casas. Isso serviu como inspiração para a heroína “Mulher Maravilha”, o objetivo era criar uma personagem forte, que tivesse várias identidades e que afastasse a ideia de inferioridade feminina, que era predominante na época. Infelizmente, na realidade social, as mulheres continuam lutando pela igualdade, a hierarquização e a divisão sexual do trabalho ainda são um obstáculo.
Desde o inicio da humanidade, ouve uma divisão sexual do trabalho, em que os homens ficam com o trabalho produtivo e público, enquanto mulheres com o trabalho reprodutivo e de cuidados com a casa. Uma pesquisa feita pelo IBGE mostrou que 97% das pessoas que ocupam cargos domésticos são mulheres. Isso é reflexo de uma sociedade conservadora, em que as mulheres são vistas capazes apenas de exercer afazeres relacionados aos cuidados com a casa. Ademais, essa visão obsoleta intensifica a hierarquização do trabalho, tendo a maior valorização do serviço masculino, colocando-o como prioridade na contratação e, como resultado, haverá a desvalorização da mão-de-obra feminina.
Como consequência desse menosprezo, há uma maior dificuldade para as mulheres conseguirem emprego. Grande parte das empresas preferem contratara homens pois, não engravidam, podem trabalhar mais tempo e não se preocupam tanto com a família. Essa visão provoca um maior desemprego feminino, por conseguinte, há um aumento no emprego informal que não garante nenhum beneficio futuro a mesma. Além disso, também tem a desigualdade salarial, mulheres que ocupam os mesmos cargos que os homens, ganham 75% do salário deles. Esse acontecimento, em alguns casos, acaba levando-as a abandonarem os empregos pela ausência do reconhecimento de seu valor.
Portanto, nota-se que a mulher passa por diversas desventuras no mercado de trabalho apenas por ser do sexo feminino. Logo, cabe ao Ministério Público do Trabalho, por ter a responsabilidade de garantir os direitos trabalhistas, realizar maior fiscalização do cumprimento desses direito no âmbito feminino, por meio de vistorias e pesquisas feitas nas empresas analisando se as situações de trabalho são justas para todos. Além disso, cabe ao Poder Legislativo, reforçar as leis que garantem a igualdade social e trabalhista da mulher, para que, assim, possamos ter uma redução da desigualdade de gênero no país.