A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 27/06/2020
O livro"Utopia" do escritor inglês Thomas More narra a história de uma sociedade ideal e harmônica, devido a ausência de conflitos e dilemas interpessoais. Entretanto, esse mundo idealizado se opõe à realidade do Brasil, em função da dificuldade das mulheres encontrarem espaço no mundo do trabalho. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de legislação e legado histórico.
Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiência das leis é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, define o trabalho como um dos direito sociais de todos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que tange à inserção das mulheres no mercado trabalhista, visto que o problema continua atrelado no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a persistência da ideologia patriarcal. Nesse ínterim, de acordo com o filosofo iluminista Jean-Jacques Rousseau " O homem é o produto do meio". Sob essa lógica, é possível perceber que a temática é fortemente influenciada pelo pensamento grupal, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social machista, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. É fundamental, portanto, a reestruturação dos projetos de lei que contemplem a questão da presença da mulher no mercado de trabalho, pelas comissões da Câmara e do Senado. Os novos artigos devem ter em pauta, cláusulas que obriguem as empresas a contratar certo número de mulheres e com salário justo. A partir dessas ações, é possível instaurar a sociedade ideal proposta por Thomas More em “Utopia”.