A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 28/06/2020

Desde o século XVIII, o papel da mulher no mercado de trabalho gerou debates com contornos específicos, menores salários, cargos inferiores e mais exigências, de fato o desequilíbrio é notório. A esse respeito, atualmente, mesmo após avanços em prol da inserção feminina no meio laboral, vê-se que ainda é preciso mudanças que igualem essa balança. Assim, cabe denotar as principais causas que corroboram para esse desfecho, que é ocasionado não só pela falta de representatividade política feminina, como também pelas raízes históricas culturais.

Antes de tudo, é lícito constatar que a baixa representação feminina nos setores políticos refletem também na ocupação de altos cargos públicos, oque dificulta a criação de novas perspectivas diante da causa. A exemplo, o parlamento da câmara do Brasil é composta por apenas 15% de mulheres, média inferior ao de parlamentos mundiais, que são 24%. Diante disso, é evidente que se precisa de uma transformação no que tange o envolvimento feminino na política, visto que o setor em partes rege e decide os horizontes do país, e com uma extrema pouquidade representativa, pouco irá mudar.

Ademais, consta citar que alguns vestígios culturais preconceituosos ainda estão enraizados na sociedade. Nesse contexto, grande parte da história do país, o sexo masculino teve o foco de supremacia, qual eram os únicos capazes de liderar, e muitas das vezes a mulher tinha apenas o papel de genitora e cuidadora do lar, tendo mudado em partes a partir do movimento do sufrágio feminino de 1927, qual conseguiu vários direitos que antes eram apenas masculinos, como o voto. Logo, é importante  mudar esses conceitos de visão sobre a mulher, uma vez que assim como o homem, a mulher também é capaz.

Destarte, diante dos fatos, urge que ações sejam tomadas para solucionar esse obstáculo. Dentre elas, é preciso que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) crie, através de financiamento estatal, palestras e atividades lúdicas sobre o tema, nos ambientes urbano e escolar, no intuito de combater as formas de discriminação laboral feminina, demostrando a sociedade e aos jovens que lugar de mulher é onde ela quiser. Também, cabe a classe feminina, com apoio do restante da sociedade, cobrar mais ações sobre políticas de inclusão feminina, a fim de que a equidade seja atingida. Dessa forma, tais ações contribuem de forma democrática e precisa a solução desse problema.