A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 29/06/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a declaração dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero e ao bem-estar social. Porém, a baixa oportunidade das mulheres brasileiras no mercado de trabalho impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Com isso, cabe analisar como a educação e o machismo interfere para uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nas desigualdades de oportunidades no mercado de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, houve um acréscimo de aproximadamente 3,2% do número de mulheres no ramo trabalhista do ano de 2007 até 2016. Diante do exposto, é inadmissível que em um período de quase dez anos apenas uma pequena parcela dessa população tenha se engajado em empregos formais.

Ademais, vale salientar a herança de uma sociedade machista como impulsionador destas desigualdades. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é de grande urgência que a sociedade se questione e não aceite a negligencia do poder público diante das grandes diferenças salariais entre homens e mulheres nos dias atuais.

Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o governo federal ponha em prática o direito à igualdade de gênero, estabelecendo multas severas às empresas que excluam ou trate com diferença essa parcela da população, base salarial igualitária entre os gêneros, quebra de paradigmas de que o homem é superior através de palestras que promovam a igualdade de gênero. Dessa forma, o Brasil poderia superar a desproporção dessa conjuntura