A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/07/2020

Foi durante a Revolução Industrial que as portas do mercado de trabalho se abriram para as mulheres. Apesar de ser uma grande conquista, o revés do trabalho feminino nas grandes indústrias eram: os míseros salários, as exaustivas horas de trabalho e as frequentes humilhações por pequenos erros ou por falta de atenção. Posteriormente, no ano de 1973, a legislação brasileira passou a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres. No entanto, na atualidade percebe-se que o acatamento às leis garantidas pela CLT (Consolidação Das Leis Do Trabalho), tem sido descumprido. Nesse âmbito, pode-se observar que à problemática de salários desiguais, sexismo e muitas vezes assédios, tem raízes históricas.

Primeiramente, pode-se observar que ao longo dos tempos, a mulher vem adquirindo seu lugar no mercado de trabalho. Conquistas como: o direito à licença-maternidade, trazem valorização e dignidade a classe feminina. Entretanto, apesar de estarem amparadas pelo artigo 7º da Constituição Federal, é notório que grande parte das empresas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística), remuneram as mulheres com salário inferior aos homens, o equivalente a 79,5%. Dessa maneira, a desvalorização da mulher no mercado de trabalho tende a crescer, uma vez que, apesar das leis serem explícitas, o descumprimento é cada vez maior.

Paralelo a isso, o sexismo que ainda é uma realidade na contemporaneidade vem fazendo suas vítimas. Conforme dados divulgados pelo IBGE, apenas 8% das mulheres chegam ao cargo de chefia, apesar de terem capacidade o simples fato de serem mulheres, para o sexista, retira delas o direito de ser chefe. Muitas vezes a classe feminina não percebe o teor sexista presente em uma ação, e quando percebem, temendo serem prejudicadas e se calam. Dessa forma, constrói-se a cultura do machista, que prioriza o sexo masculino para cargos e funções importantes, bem como a cultura do medo, na qual o sexo feminino se cala por receio de perderem o seu ganha pão e de não ter apoio.

É evidente, portanto, que essas questões devem ser tratadas com urgência. Desse modo, cabe ao Ministério do Trabalho e o Ministério dos Direitos Humanos criarem campanhas midiáticas, informando os direitos trabalhistas das mulheres, e incentivando a denúncia de desrespeito. Além disso, o Ministério Público do Trabalho deve tornar mais severas as multas por desrespeito à isonomia salarial. Ademais, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve promover debates a respeito da participação feminina no mercado de trabalho, afim de que as meninas cresçam sabendo os seus direitos, e os meninos entendendo essas atribuições, mudem a mentalidade e um possível comportamento no futuro machista ou sexista. Assim, a valorização feminina acontecerá.