A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

É de conhecimento popular a desproporcionalidade de mulheres em relação aos homens em ambiente de trabalho, porém pouco se faz a respeito. Pouco se fala sobre a jornada dupla que a mulher leva no seu dia a dia, possuindo diversas tarefas a serem exercidas, e ocorrendo julgamentos e tratamento desigual em ambiente profissional.Apesar destas dificuldades a forma que grande parte das mulheres encontram é abrir seu próprio negócio. Ainda devemos levar em conta que no Brasil capitalista que vivemos a mulher se trata de uma mão de obra barata, sendo considerada como segunda provedora de dinheiro na casa.

Segundo o IBGE 44% são mulheres em ambiente de trabalho, sendo que a 51,03% da população brasileira são mulheres, podemos notar nestes dados o quão desproporcional é. E já nos negócios próprios 46% são de mulheres segundo a GEM, sendo maior do que a mulheres contratadas. Também devesse ser levado em conta que devido ao fato de a mulher ser considerada a segunda provedora de dinheiro na casa, isto torna ela como também a segunda prioridade de pagamento, recebendo menos e tendo menos promoções do que os homens nas empresas. Contudo o que poucos sabem é que 50% dos lares brasileiros são sustentados por mulheres, segundo consultora da ONU Maritella Lanuzzi.

Também deve-se levar em conta a chamada jornada dupla que grande parte das mulheres levam no seu dia a dia, conciliando atividades domésticas e o seu trabalho, pois apesar das mulheres também terem seu emprego as atividades domésticas muitas vezes são dadas como obrigação para elas, muitos defendem o fato de o tratamento para homens e mulheres serem diferentes por não acreditarem que a mulher concilia a vida pessoal e profissional, o que engana muitos. Pois uma das diversas qualidades das mulheres é o fato de desde cedo serem obrigadas a conciliar a vida profissional e pessoal, e isto se torna mais acentuado pelo fato de serem multitarefas, sendo também bem flexíveis.

Portanto a diferença salarial precisa ser algo analisado nas empresas pois já existe lei que assegura a igualdade salarial entre sexo, quando realizado mesmo trabalho, então deve-se ser denunciado quando percebe-se tal desigualdade. Para ocorrer uma redução de menor porcentagem de mulheres em ambiente de trabalho o senado deve criar uma lei, na qual nela deva conter que em uma empresa a porcentagem de mulheres e homens deve ser proporcional, caso contrário podendo ser multado. Também deve ocorrer a proposta de lei na qual o homens possuam licença paternidade, iniciativa na qual já foi tomada pela Coreia do Sul, Japão e França. Com a licença paternidade seria tirado a obrigação apenas da mulher da criação e dos cuidados domésticos, facilitando no trabalho ou até na procura de tal.