A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 11/07/2020

De acordo com o artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e direitos”. Mas, basta olhar a realidade de muitos países para perceber que isso infelizmente não passou dos limites ficcionais. Tal fato evidencia-se na desigualdade de gênero presente no mercado de trabalho brasileiro. Uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que a estatística de mulheres presentes no mercado de trabalho brasileiro (44%) não condiz com a de mulheres residentes no país (51%). Além disso, há ainda outros problemas enfrentados pelas mulheres, que os homens nunca precisaram enfrentar, tais como a tentativa de equilibrar as tarefas domésticas com o emprego, e a gritante desigualdade salarial.

Primeiramente, vale ressaltar que, desde a Revolução Industrial ocorrida entre os séculos XVI e XIX, o papel da mulher na sociedade vem se alterando cada vez mais. Antes, aquelas responsáveis somente pelo cuidado com a casa e os filhos, passaram a ter mais visibilidade em várias áreas, como arte, política e educação, por exemplo. Com a expansão desse movimento por vários países, as mulheres foram ganhando cada vez mais autonomia. Contudo, estas ainda são responsáveis (na maioria dos casos) pela manutenção dos cuidados do lar e com os filhos. Isso faz com que sintam-se sobrecarregadas por terem que equilibrar emprego e vida pessoal,  o que pode levá-las a abandonarem o emprego para cuidar dos filhos. Na Pesquisa dos Profissionais da Catho de 2018, 30% das mulheres participantes relataram ter deixado o emprego para cuidar dos filhos, enquanto só 7% dos homens participantes relataram ter feito o mesmo.

Outro problema recorrente é a desigualdade salarial entre os gêneros, o que vem sendo muito discutido no Brasil. O estudo “País Estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras”, feito em 2018 com dados de 2017, aponta as diferenças entre os salários de homens e mulheres presentes no mercado de trabalho no Brasil. A pesquisa mostrou que, em 2017, as mulheres receberam apenas 70% dos salários dos homens, ambos atuantes da mesma área do mercado de trabalho. Esse problema precisa ser resolvido com urgência, afinal, o gênero independe da capacidade de um indivíduo.

Tendo em vista esses fatores, é imprescindível que essa problemática deve ser solucionada. Para isso, o Estado deve fiscalizar mensalmente a quantidade de trabalhadores de uma empresa, bem como o gênero de cada indivíduo. Caso haja desigualdades, o governo deve intervir, aplicando punições (como multas ou demissões) a tais empresas, a fim de regulamentar as relações trabalhistas no país. A partir dessas ações, espera-se a diminuição das desigualdades de gênero presentes no mercado de trabalho do Brasil.