A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Como seria o Brasil se não existisse desigualdade de gênero? A dificuldade de imaginar esse cenário evidencia o quanto o país ainda está repleto de realidades machistas e discriminatórias. De acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”, todavia, a baixa viabilidade das mulheres brasileiras no mercado de trabalho impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, em 2007 a presença feminina representava 40,8% do mercado formal. Já em 2016, esse número subiu para 44%. Em 2015, a média de salário masculino era de R$ 2.012, enquanto a mulher tinha média salarial de R$ 1.522. As discrepâncias salariais em relação ao gênero não alteram quando se adiciona o fator educação, já que os homens sempre ganham mais, sem que seja levado em conta o seu tempo de estudo.
Faz-se mister, ainda discernir a herança de uma sociedade machista como impulsionador destas desigualdades. Com advento da Segunda Guerra Mundial, em 1939, houve diversas mudanças para os países envolvidos. Entre elas, está a abertura do mercado de trabalho para as mulheres, as quais passaram a desempenhar funções designadas somente aos homens. Todavia, esse quadro infelizmente, não atingiu o Brasil, que ainda tem um pensamento bastante atrasado em relação aos países desenvolvidos.
Em virtude dos fatos mencionados, propõe-se que o governo federal estabeleça multas severas às empresas que excluam ou trate com diferença essa parcela da população e que as instituições educacionais promovam, por meio de campanhas de conscientização discussões engajadas sobre a impressibilidade de romper o pensamento patriarcal sobre as mulheres, veiculadas em palestras, mídias sociais, empresas e muitos outros. Assim, o mercado de trabalho brasileiro será um âmbito igualitário para ambos os sexos.